Agoniza Mas Não Morre

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O título escolhido é também título de uma poes ia, em formato de samba, do querido Nélson Sargento. Com a certeza desta frase, principalmente nos últimos tempos em que a INcerteza ronda o mundo do samba, recebemos com grande alegria a notícia, através do amigo, Marcelo O’Reilly, da comemoração dos 30 anos do Museu do Carnaval, localizado na Praça da Apoteose no Sambódromo.

No dia 02 de dezembro de 1987 (há exatos 30 anos), as portas do Museu do Carnaval foram abertas pela primeira vez ao público. Nos anos 2000, o Museu voltou a fechar. Mas neste sábado, 02 de dezembro, dia Nacional do Samba, a partir das 11 horas haverá uma festa para marcar a ressignificação do espaço. Estarão presentes entidades carnavalescas como Filhos de Gandhi e a Velha Guarda da Imperatriz Leopoldinense, entre outras atrações. Também será homenageado o casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, Chiquinho e Maria Helena, além do pesquisador e um dos entusiastas do Museu, Hiram Araújo, morto este ano. Outro homenageado será o escritor Ivan Cavalcanti Proença. A festa, que acontecerá na área externa do Museu, terá ainda a lavagem das baianas, samba, marchinha, frevo e, claro, sua presença!

1 COMENTÁRIO

  1. Aliás, a letra deste samba do baluarte Nelson Sargento, não poderia ser mais definidor da situação atual do samba carioca.

    Agoniza Mas Não Morre
    Nelson Sargento

    O Samba,
    Agoniza mas não morre,
    Alguém sempre te socorre,
    Antes do suspiro derradeiro.
    Samba,
    Negro, forte, destemido,
    Foi duramente perseguido,
    Na esquina, no botequim, no terreiro.
    Samba,
    Inocente, pé-no-chão,
    A fidalguia do salão,
    Te abraçou, te envolveu,
    Mudaram toda a sua estrutura,
    Te impuseram outra cultura,
    E você nem percebeu,
    Mudaram toda a sua estrutura,
    Te impuseram outra cultura,
    E você nem percebeu.

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