CARNAVAL 2019 – COMEÇOU O PLANEJAMENTO DOS DESFILES DOS BLOCOS CARIOCAS

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Riotur se reuniu com associações de moradores, órgãos públicos e com representantes de megablocos para discutirem propostas sobre os cortejos dos blocos. E já estão abertas as inscrições para os blocos que queiram desfilar pelas ruas do Rio no Carnaval de 2019.

Divulgação: Assessoria de Imprensa da RIOTUR

FOTOS: ALEXANDRE MACIEIRA

Desde o dia 02 deste mês a Riotur deu início a primeira fase do processo de inscrição dos blocos de rua para o Carnaval Rio 2019. Os interessados terão 45 dias, até 15 de junho, para realizar o cadastro através do site http://carnaval.rio/registro. Nesta etapa, os organizadores dos blocos deverão preencher o formulário on-line para inscrição preliminar, informando dados e contatos pessoais do responsável, além de informações do bloco ou banda, tais como nome, público estimado, local, horário, data, estrutura e formato do desfile, entre outros.

Após o preenchimento e envio dos dados, o organizador receberá por e-mail um protocolo com seu número de inscrição e, posteriormente, o cronograma e passo a passo das próximas etapas. Com um total de cinco fases, o processo inclui o preenchimento do sistema, a análise da inscrição, a entrega do resultado de deferimento ou indeferimento do cadastro, a validação dos documentos, incluindo o nada opor dos órgãos públicos; e posterior entrega do documento definitivo de autorização e assinatura do termo de compromisso, única etapa presencial do processo.

A Riotur antecipou as inscrições com o intuito de melhorar a organização do Carnaval Rio 2019, para que seja possível dimensionar a festa com a antecedência necessária e promover um carnaval de rua mais eficiente. O mote para o próximo ano é focar na qualidade e não na quantidade.

E no dia 07 aconteceu a reunião com as associações de moradores e os órgãos públicos, sobre as propostas para os cortejos dos blocos de rua. Unanimidade entre os comentários na reunião foi a questão do prolongamento dos blocos após o horário de encerramento. Além disso, a criação de uma identificação para os ambulantes autorizados e a mudança dos megablocos para a região do centro do rio também foram questões abordadas.

A presidente da associação de Botafogo, Regina Chiaradia, ressaltou a importância de encontros como este para expor os problemas enfrentados pelos moradores durante o período do Carnaval. E lamentou a falta de identidade de alguns blocos, que perderam sua essência familiar e se tornaram grandes negócios. O representante da associação de Ipanema, Bruno Pereira, abordou o problema da simultaneidade dos blocos que afetam a circulação dos moradores do bairro e também a grandiosidade de alguns blocos.

O superintendente da Zona Sul, Marcelo Maywald, concordou com os representantes das associações com relação à mudança dos megablocos. Além disso, ressaltou que o maior problema é em relação ao efetivo durante a noite, por conta do pós-bloco.

O presidente da Riotur, Marcelo Alves, destacou a importância de escutar todas as partes envolvidas no processo para encontrar as soluções mais viáveis para melhorar a realização do carnaval de rua da cidade.

FOTOS: ALEXANDRE MACIEIRA

Na segunda parte do encontro, os convidados foram os representantes dos Megablocos, também com o intuito de apresentar suas propostas para os cortejos. Entre os destaques da pauta, foi discutida a mudança destes blocos para a região do centro do Rio, descartando a ideia de cortejos na Enseada de Botafogo.

De acordo com a CET-Rio e demais órgãos presentes, o local sugerido não comporta eventos nem de médio e nem grande porte, a exemplo de problemas causados por eventos que aconteceram em outros anos na região, que causaram transtornos no trânsito, na segurança e no ordenamento. “Não há logística e infraestrutura para a realização de eventos na aérea”, disse Joaquim Dinis, Diretor de Operações da CET-Rio.

Outra questão levantada durante a reunião foi a possibilidade de venda antecipada de bilhetes do Metrô, prática comum em grandes eventos como o Réveillon. A ideia será estudada pela concessionária, mas, a princípio, não é considerada viável.

Os representantes dos megablocos se mostraram dispostos a ouvir as propostas e a trabalhar em conjunto com a Riotur e os demais órgãos públicos para promover um Carnaval com mais ordenamento e qualidade em 2019.

A reunião foi encerrada com uma reflexão proposta pelo presidente da Riotur, Marcelo Alves, trazer uma segunda opção para os cortejos dos megablocos que não seja o centro do Rio, para que assim possa ser estudada a viabilidade do local pelos órgãos públicos e também pelos organizadores de megablocos. As propostas serão apresentadas na próxima reunião de planejamento do Carnaval 2019, que acontecerá ainda este mês.

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